A voz cabralina no enredo de Auto do Frade
DOI:
https://doi.org/10.35356/issn.2357-9234.2026.2107Resumen
A peça Auto do frade: poema para vozes, do autor João Cabral de Melo Neto, foi publicada no ano de 1984. Com a distância de 160 anos, seu enredo aborda a história pós-eventos da Confederação do Equador, de 1824, no Recife. Sendo Frei Caneca a figura central, e única, desse enredo que realiza o caminho para sua morte. Condenado à forca, a narrativa poética segue o curso do frade carmelita em suas últimas horas de vida, cuja população local acompanha quase em forma de procissão. Tanto pela semelhança geográfica, como pelos ideais políticos e sociais, é possível perceber momentos do entrecho dramático em que Cabral fala por meio da voz de Caneca. Assim como, há dados históricos que destoam da realidade de 1824. O presente estudo busca analisar através de uma leitura coteja os momentos em que ambas as vozes ressoam e ecoam suas respectivas personas. A partir de instrumentais da fortuna crítica Cabral como Níobe Abreu Peixoto e Éverton Barbosa Correia, busca-se também pela leitura de T.S. Eliot o embasamento de composição dramática, para entender como as vozes autoral e carmelita, tão distantes no tempo, mas estão perto e partilham identidade, a forma de ver o mundo e sentimentos.








