"Só me dou conta da gravidade dos fatos ao escrever um poema": Mapas da maternidade em "Azul bebê", de Mariana Caser

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DOI:

https://doi.org/10.35356/issn.2357-9234.2026.2108

Resumo

Publicado em 2025, pelo selo editorial Hecatombe, da editora Urutau, esta resenha de Azul-bebê, de Mariana Caser, apresenta uma análise crítica da obra que articula prosa e poesia para refletir sobre a maternidade em suas dimensões íntimas e coletivas. A autora constrói uma linguagem que transforma o cotidiano materno marcado por exaustão, medo e contradições em matéria poética, configurando a escrita como espaço de reelaboração da experiência. A partir de diálogos com Maria Isabel Barreno (2001) e Susan Sontag (2005), tem-se que a maternidade, em Caser, se desenha como um mapa subjetivo, capaz de transpor a experiência individual para uma dimensão compartilhada. Nesse sentido, a obra é apresentada como testemunho poético que revela a maternidade como experiência de sombra e luz, além de uma invenção radical de linguagem e gesto de resistência.

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Publicado

2026-09-02