A NÃO REPETIÇÃO DO ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO: LIMITES ESTRUTURAIS DO PLANO PENA JUSTA E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Authors

DOI:

https://doi.org/10.35356/argumenta.v47.i2

Abstract

O presente artigo analisa a evolução dos eixos do Plano Pena Justa e sua relação com a ordem de não repetição do Estado de Coisas Inconstitucional (ECI), reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF n. 347. A pesquisa busca compreender os desafios e os métodos necessários para a superação do ECI e a prevenção de sua recorrência, considerando os impactos da decisão sobre o sistema de justiça criminal brasileiro. Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa, com base na análise normativa e jurisprudencial, centrada na efetividade das ações previstas no Plano e em sua aplicação nos distintos contextos jurídicos e institucionais. Os principais resultados esperados incluem a identificação dos obstáculos à implementação das políticas de prevenção, a necessidade de critérios mais objetivos para o monitoramento das medidas e o papel do controle jurisdicional na garantia de seu cumprimento. Avalia-se, ainda, como a adoção de políticas públicas eficazes pode contribuir para a redução das desigualdades estruturais no sistema prisional e para a criação de mecanismos mais transparentes de fiscalização. Conclui-se que a individualização dos métodos é essencial para distinguir as estratégias de enfrentamento do ECI das ações voltadas à sua não repetição, promovendo maior efetividade e segurança jurídica na execução das decisões judiciais e políticas públicas correspondentes.

Author Biographies

Jordan Jardim , Escola Superior da Magistratura - ESMAT - TJTO

Possui graduação em Direito pelo Centro Universitário do Triângulo. Magistrado no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Mestrando em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela Escola Superior Da Magistratura (ESMAT) em associação com a Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Valter Moura do Carmo, Escola Superior da Magistratura - ESMAT - TJTO

Possui graduação em Direito pela Universidade de Fortaleza - UNIFOR; mestrado em Direito Constitucional pela UNIFOR com período sanduíche na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC e doutorado em Direito pela UFSC, tendo realizado o doutorado sanduíche na Universidade de Zaragoza (Espanha) com bolsa do PDSE da CAPES e período de investigação na Universidade Federal da Paraíba - UFPB com bolsa do PROCAD da CAPES. Realizou estágio de pós-doutorado em Direito na Universidade de Marília - UNIMAR, com bolsa do PNPD da CAPES. Atualmente é professor colaborador do mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos da Universidade Federal do Tocantins - UFT em parceria com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense - ESMAT. Membro do Conselho Fiscal do CONPEDi. Membro da Comissão de Estudo de Identificação e Descrição da ABNT. Acadêmico Efetivo da Academia Cearense de Direito - ACED. Foi professor Visitante no PPGD da Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Ambiental, Direitos Humanos e Inclusão Digital.

Published

2026-03-02

How to Cite

JARDIM , Jordan; MOURA DO CARMO, Valter. A NÃO REPETIÇÃO DO ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO: LIMITES ESTRUTURAIS DO PLANO PENA JUSTA E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Argumenta Journal Law, Jacarezinho, n. 47, 2026. DOI: 10.35356/argumenta.v47.i2. Disponível em: https://periodicos.uenp.edu.br/index.php/argumenta/article/view/2022. Acesso em: 4 mar. 2026.